Mala
A mala jaz como um planeta morto no trilho.
O eco roça-a, volta em fragmentos de zíper e cartões postais dobrados.
O frio conta os seus segredos com dedos de ferrugem.
Um trem passa e deixa uma palavra de vapor adeus talvez não.
O tecido responde com um suspiro que não pertence a ninguém.
Na neve, os botões traçam um pequeno mapa de ausência.