Salta al contenuto principale
Versisognanti

Sopro entre as Fendas

Um mapa antigo jaz dobrado pelo tempo,
poeira que desvanece os confins do mundo.
O sopro da luz se infiltra entre as linhas,
e as fendas se abrem, portas para um mar extinto.
Cada corte tem gosto de sal e promessas não ditas,
linhas de rota tremeram, sem assinatura nem tempo.
Dentro dos vincos, vozes do amanhecer sussurram,
histórias jamais escritas que brilham ao alvorecer.
O mapa respira, entrelaçando passado e presente,
a luz conta rotas que não existem nos cadernos.
Nós escutamos, em silêncio, os sopros das rotas,
e o mundo assume forma entre os nossos dedos.

Mais poemas