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Versisognanti

Semente de memória

Entre rachaduras do asfalto, a semente vira respiração.
A rua deserta guarda o primeiro broto de memória.
Vozes apagadas voltam como luzes minúsculas na poeira.
Cada pedra guarda uma data, uma pequena lua.
Raízes finas buscam a água da chuva passada.
O tempo tropeça e a memória reflete-se numa poça.
A semente floresce com episódios, risadas perdidas, nomes achados.
Nós caminhamos e a rua acende-se, não está mais deserta.

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