A memória pesca estrelas de uma xícara esquecida. O vapor tece uma teia de luzes sobre a mesa vazia. Cada luz permanece pregada à borda, teimosa e leve. O tempo sorri e o café frio conta o passado. A chávena arrefece, mas a noite segura o leme. Sob o fundo amargo, mapas de vias brilham em silêncio. As estrelas sussurram caminhos que ainda não foram vistos. Eu recolho aquele brilho para não perder o amanhecer.