Salta al contenuto principale
Versisognanti

Luz nas Margens

A lua assenta aos lados de um banco,
a sua luz lenta acaricia a noite,
e a cidade retém o sopro.
Oferece a sua luz aos segredos que ninguém ousa sussurrar,
fios de prata tremem no sopro do entardecer,
cada segredo torna-se uma pequena constelação na madeira.
O banco é altar de quietude, a noite escuta,
a lua anota nomes invisíveis na madeira húmida,
e os conserva num silêncio que não trai.
Quando o alba avança, a luz quebra-se e os segredos permanecem,
mas a lua permanece ali, na margem, testemunha fiel,
e promete voltar a iluminar os sussurros.

Mais poemas