Salta al contenuto principale
Versisognanti

As Dunas Efêmeras do Parapeito

No parapeito, limite liso entre o dentro e o fora,
onde o ar filtra e a luz se deita preguiçosa,
o pó, não nascido de fábula ou engano,
mas de um sopro subtil, invisível, se junta, se agrega.

Miniaturas de cristas surgem, arquiteturas frágeis,
montanhas minúsculas, uma paisagem efêmera,
desenhada por correntes, esculturas silenciosas,
que o sol acaricia num lento passar.

Cada grão uma história, sem palavras inscritas,
uma parada efêmera antes do novo voo,
como catedrais de areia, inertes, sorriram,
que o próximo sopro desfaz num só.

Mais poemas