O tempo se coloca em fila, teclas frias no relógio. Aromas esquecidos afinam-se aos passos silenciosos. A casa, deixada apressadamente, retém um último suspiro de madeira. Pó de luz acende o chão e quebra o silêncio. Cada canto abre uma memória atrasada. A água da torneira guarda o cansaço de uma tarde. O tempo alinha as memórias aos gavetões entreabertos. E quando o carro parte, resta a casa imóvel e perfumada.