Salta al contenuto principale
Versisognanti

A Memória Vermelha do Metal

Não é um defeito, nem o esquecimento que morde,
mas o eco de uma terra que retorna.
No ferro nu, com paciência surda,
uma lenta maré rubra se transforma.
É o pigmento do tempo, um sangue antigo
que aflora em tecidos, em desenhos mudos,
relato sem voz, mas vívido e íntimo,
de chuvas de verão e inverno batidas.

Expande-se em crostas, em véus subtis,
criando ilhas vermelhas, fronteiras inesperadas.
Cada escama que cede, cada traço que brilhe,
é um fragmento de história que tu reencontras.
Não é o fim, mas um novo começo misturado,
onde o mineral sonha consigo mesmo,
e o ferro cansado, no seu novo contraste,
veste de glória o seu longo processo.

Mais poemas