Véu de Palavras
Quando o outono veste os caminhos de ocre,
E cada folha caída conta uma história,
Lá repousa, silenciosa, uma sombra tênue,
De palavras deixadas no coração, sem glória.
Amores não ditos, perdões que nunca chegaram ao vento,
Verdades caladas, um silêncio em lamento.
Em fissuras douradas, num abraço mudo,
O seu fantasma paira, um véu sem paz.
E enquanto o vento sussurra teias antigas e vãs,
A sombra persiste, sobre as vestígios humanas.
Uma herança muda, marcada no terreno,
Que cada coração carrega, etéreo e profundo.