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Versisognanti

Respiração do Metro

O metrô respira um ferro que pulsa no escuro.
Luzes cansadas, vozes fundidas, um trem que prende o fôlego.
Os trilhos batem, coração em corrida entre os vagões.
Cada estação é um sopro que se apaga e recomeça.
Mas no fundo o sopro sonha voar entre os fios de grama.
O aço se dobra ao vento e vira vela no prado.
O trilho vira onda, o vagão uma vela de luz.
E a cidade prende o fôlego, por um batimento de liberdade.

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