Salta al contenuto principale
Versisognanti

O Sopro Subterrâneo

O respiro da cidade desce nos bueiros,
um sopro de ferro que pulsa entre as paredes.
Os corredores alongam-se como pulmões extintos,
e Leco conta os batimentos das tubulações.
Raízes subterrâneas crescem entre os tubos,
apertando juntas de cobre e parafusos gordurosos.
A sua seiva é o silêncio que dobra o metal,
um verde secreto que nutre a sombra.
Só quem escuta o vazio sente cheiros de histórias antigas
nomes abandonados, viagens de água e luz.
São contadas numa voz ferida e lenta,
até que a cidade venha pedir paz.

Mais poemas