Nomes na Chuva
Sob o céu nebuloso, a cidade respira em tempo lento,
a chuva folheia uma biblioteca de nomes invisíveis,
escritos nos passeios como pequenas constelações de gotas,
e o meu passo escuta as letras que a rua murmura.
O sopro da cidade se expande quando a chuva lê nomes invisíveis escritos nos passeios,
os reflexos das luzes tornam-se selos sobre palavras que desvão,
passos de bicicletas e transeuntes entrelaçam-se numa memória líquida,
e a noite dobra-se em silêncio, pronta a guardar o que resta.