O crepúsculo se inclina sobre as bordas da mala apagada pelo tempo. Semear sementes de luz entre costuras e pó. Uma memória respira nos vincos do tecido. O horizonte torna minúsculo no cabo. Lá dentro, as sementes viram árvores em miniatura. As raízes buscam a sombra das etiquetas. Cada galho sussurra nomes de viagens nunca feitas. A mala permanece ali, floresta em espera. Os fechos viram sebes que protegem o tempo. O tecido retém o perfume de folhas e vento. Quando a mala se abre, nasce uma floresta sem terra. E o crepúsculo fica a guardar o sopro das árvores.