Salta al contenuto principale
Versisognanti

Língua de Chuva

A língua da chuva lambe o vidro da cozinha,
transforma os sonhos em alfabetos invisíveis.
Nas paredes das cozinhas, sinais vivos sussurram cores,
e o calor torna-os legíveis só ao coração.
Cada gota assina uma palavra que o calor acalma,
mas resta um mapa de pão e promessas não ditas.
Quem abre a despensa lê aquela linguagem suspensa,
e a cozinha torna-se biblioteca onde os sonhos têm sabor.

Mais poemas