As marés perderam a língua de areia a margem procura-a entre conchas e sal eu recolho-a, para ensinar as estrelas a respirar Cada onda recupera uma palavra caída clara como lua, tensa como bússola de luz a gramática dobra-se ao sopro do céu Falar às estrelas é voltar para casa com uma voz que transforma vento em verbo e a noite escuta, aprendendo a língua perdida