Lanterna entre as Rachaduras
No cimento a noite se parte,
uma pequena lanterna acende-se.
Entre as rachaduras, o sopro reaparece,
e nomes esquecidos encontram a luz.
Os sonhos clandestinos germinam em silêncio,
raízes de papel e um limiar de ferro.
Entre os grafites, uma promessa perdida
brota como uma planta secreta.
A memória ilumina os passos incertos,
transforma a sombra num mapa do tempo.
Cada faísca abre uma janela para o amanhã,
e a cidade respira, tenaz e curiosa.