A lua ergue a testa e escuta. Uma xícara de café esquecida no limiar do mundo fala em vapor de confissões que tremem. A escuridão a contém, véu da margem estrelada. A lua responde com silêncio brilhante. Lamaro torna-se mar e memória as ondas trazem promessas que não julgam. Ao amanhecer roça o horizonte e cala-se, deixando o segredo ao céu.