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Versisognanti

Chuva de Nomes

O silêncio abre uma janela no peito
e a pele prende o fôlego, um lago escondido
entre as costelas corre uma corrente leve
que acende uma luz onde a noite calava
Uma chuva de nomes esquecidos entra sem bater
nomes sem lar em nenhuma boca
caem sobre a alma como gotas frias de chuva
eu os recolho entre os dedos e deixo percorrer o coração
alguns nomes acendem-se, outros se dissolvem
num nicho de tempo onde os olhos se reencontram
o silêncio, agora cúmplice, sussurra uma voz
e o peito, janela, abre-se ao sopro do mundo

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