Suspiro de neve
A neve respira devagar e aprende a contar,
traçando no vidro fios de geada luminosa.
cada traço sussurra dias distantes,
enquanto a janela escuta, muda e atenta.
Os segredos dos quartos se abrem ao seu sopro frio,
reflexos de lâmpadas, chávenas e passos leves.
a neve escreve-os em cristal, breve e terno,
e o vidro retém a voz até que o mundo cala.