No silêncio, o sonho desfeito se reorganiza e um mapa de água se estende, em quietude redesenhando as margens onde caía a noite As linhas abrem correntes e caminhos ocultos Lembranças brilham como estrelas submersas Cada margem vira uma promessa que permanece O ar silencia e a memória se alinha Entre dobras de corrente e respirações retidas A bússola do tempo marca um novo rumo Quando a água avança, a terra se cala O mapa vira caminho e confissão e o sonho, reencontrado, respira de novo