O silêncio escorre pelas janelas, tinta azul que banha o quarto. Cada suspiro fica pendurado no vidro, transforma o dia numa tela embaçada. A tela é vento, a cor é espera; estende-se sobre as cortinas como uma promessa, arrasta a luz num mar sem ondas. Quando a última gota cala, resta só o sopro. Um quadro invisível que respira ao ritmo do vento. Azul silêncio, pintor gentil da casa.