Respiração de Cometa
No silêncio do quarto vazio, uma cometa respira.
Escolhe lar entre paredes ausentes, sem pressa.
As paredes viram constelações, o pó vira vento.
A memória acende-se em luz, fios tênues de recordações.
Objetos apagados despertam, pequenos planetas no sopro.
Cada canto guarda um mapa que brilha, invisível.
O sopro da cometa pousa no limiar.
O quarto permanece lar, agora cheio de luz.
A memória torna-se luz que fica, silenciosa e viva.