Salta al contenuto principale
Versisognanti

Registros Lunares

O sopro da lua folheia os mapas da terra.
Entre margens de silício, ventos antigos desenham fronteiras invisíveis.
Países ainda a nascer esperam o primeiro sopro.
Os mapas abrem-se como velas no vazio.
Casas de vidro verde brotam onde o amanhecer é promessa.
Nomes novos sussurrados pelo sopro ainda não têm portas.
A lua suspira que nascerão ao alvorecer de amanhã.
A folha volta ao silêncio, mas a promessa permanece aberta.
Nós escutamos, guardiões de países ainda impossíveis de tocar.

Mais poemas