O Eco do Que Não Foi
Um mar que não quebra, sem espuma clara,
só um recuo lento, eco cansado e mudo.
É a maré baixa de cada escolha sem valor,
de um futuro silente, já perdido
o rumo nunca tomado, a promessa não dita.
Não há arrependimento agudo, nem estrondo que ataca,
mas uma sombra leve que a alma acaricia.
O sussurro eterno do que não teve cor,
a doce ausência de uma beleza pura
que jamais floresceu, sepultada no silêncio.