Silêncios anotam nas conchas das ondas nomes que a água retém entre fendas de tempo quem não volta fica escrito no sal e no sopro As ondas abrem a concha e sussurram ao destino cada letra é um sopro que se desvanece sob a lua uma vela distante borda aquele nome no horizonte A areia guarda aquele registo silencioso até que o mar se acalme e recorde o nome que o silêncio gravou na concha