Memória Respirante
Dentro de uma lâmpada quebrada, a memória respira,
um sussurro de lembranças incha, vidro que cala e espera.
O filamento, reacendido por um sopro, bate suave no tempo,
e a luz pequena roça a pele do silêncio.
Acendendo estrelas entre paredes descascadas,
o quarto se alarga como um céu improvisado.
Cada rachadura conta uma voz, cada escrita ilumina-se,
e a memória ainda respira, frágil e lúcida, nos cantos.