Fumo do Tempo
A fumaça dos relógios sobe das costuras do tempo,
névoa que roça os pulsos e guarda horas jamais ditas.
Com mão invisível desenha mapas de coisas nunca ditas
fronteiras de suspiros não proferidos e promessas deixadas entre parênteses.
Cada papel é um rasto que convida a voltar atrás,
onde a língua se apaga e ainda assim conta o que não foi dito. #
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