Salta al contenuto principale
Versisognanti

Apito entre as prateleiras

O apito do ar atravessa estantes de papel,
a biblioteca respira sonhos esquecidos entre os vincos do tempo.
Poeira vira onda e os volumes se abrem como conchas,
águas invisíveis correm por páginas erodidas pela memória.
Um tremor de vento acende luzes minúsculas, nomes perdidos emergem,
os corredores submersos tornam-se caminhos de luz calma.
Quando o sopro retorna, os sonhos se mostram navegantes,
e o apito silencia deixando uma biblioteca nova entre palavras e luzes.

Mais poemas