Salta al contenuto principale
Versisognanti

Retrogosto de Língua Perdida

Não é o ferro que morde ou o sal antigo,
nem a flor amarga que o ar desenha.
É uma sombra no paladar, um caminho oblíquo,
onde a voz apagada ainda reina.

Um léxico de cinzas, sílabas quebradas,
um vocabulário que não tem mais eco.
São as ressonâncias que foram amadas,
um alfabeto mudo, um frágil entrelaçamento.

Um farfalhar de raízes sob a língua,
um saber antigo que escapa e se nega.
E ainda resta a alma que se extingue,
a melodia distante que ainda reza.

Leia a explicação e a análise de «Retrogosto de Língua Perdida»